A Doença

A dependência química é uma doença primária, progressiva e crônica. Primária, pois se desenvolve devido à dependência abusiva. Não deriva de nenhuma outra patologia e sim do uso de alguma substância psicoativa.

A progressividade da doença é um fator importante. O indivíduo que consome altas doses de substâncias psicoativas desenvolve uma tolerância cada vez maior à droga e isso faz com tenha uma necessidade de doses maiores para obter satisfação. A dependência química é uma doença que possui progressão previsível e pode chegar a estados graves se o dependente não for devidamente tratado.

A doença é crônica porque é permanente no corpo humano e apresenta vulnerabilidade de recaídas. O álcool, por exemplo, é encontrado em qualquer estabelecimento comercial, o que torna a situação de seus dependentes delicada, pois precisam se policiar constantemente para não ter recaídas induzidas pelo comportamento social de outras pessoas ou serem influenciados pela propaganda que induz ao consumo.

A dependência química é um grave problema de saúde pública porque os efeitos causados pelas substâncias psicoativas atingem a parte física e psicológica do usuário que busca o consumo frequente e compulsivo para evitar os sintomas de abstinência.

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Histórico

O conceito de dependência química é muito novo se comparado ao uso de substâncias psicoativas pela humanidade. A questão existe desde sempre e relatos da Antiguidade, no Egito e na Grécia, já descreviam o uso nocivo de álcool. Naquele período, o consumo de substâncias psicoativas estava mais integrado ao cotidiano das sociedades, funcionando como alimento ou modulador do estresse ambiental. Entre os Incas, o hábito de mascar folhas de coca auxiliava as classes mais baixas a tolerarem a fome e a fadiga. Desse modo, pode-se notar que o consumo de substâncias era pautado fundamentalmente por questões básicas de subsistência.

Para estes povos, o uso dessas substâncias, fora da conjuntura religiosa, festiva ou alimentar, era visto como falha moral, uma afronta aos costumes da época e passivo de punição.

A partir de meados do século 20, a dependência química começou a ser vista como uma síndrome, porém ainda não se consideravam os aspectos psicossociais como os comprometimentos sociais e emocionais de seus portadores. Só se focalizavam aspectos biológicos (delirium tremens e complicações clínicas) e não se fazia referência a outros problemas do consumo.

Em 1951, a Organização Mundial da Saúde identificou o alcoolismo como um processo doentio complexo. Antes do fim da década de 1960, a maioria das principais organizações, incluindo a Associação Médica Americana, a Associação Psiquiátrica Americana e a Associação de Saúde Pública Americana reconheceram o alcoolismo como doença.

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